A Pastoral Escolar é o olhar que contempla, expressa, concretiza e vivencia a mística e espiritualidade da confessionalidade cristã católica, bem como o carisma de Madre Maria Teresa de Jesus Gerhardinger, fundadora da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS) – educadora de visão mundial que deu preferência às crianças, aos jovens, às mulheres e aos pobres.


Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora (IENS)

O Colégio Nossa Senhora das Dores pertence à Província da América Latina e Caribe, unidade da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, fundada em 24 de outubro de 1833, na cidade de Neuburg Vorm Wald, na Alemanha. Madre Teresa, a fundadora, aspirava a unidade de todos em Deus e, assim, fundamentou a Congregação na Eucaristia, consagrando-a a Maria no espírito de simplicidade. A semente plantada na primeira metade do século XIX, hoje, produz incontáveis frutos por todo o mundo. As IENS – espalhadas pelos cinco continentes, juntamente com outros educadores – mantêm vivo o sonho de que o mundo pode ser mudado pela transformação das pessoas.

As divisões de nosso mundo, as crises sociais, econômicas e ecológicas de nossos tempos tocam e desafiam a Congregação e educadores a:

  • Responder as divisões e crises, com audácia e esperança;
  • Abraçar o diálogo como modo de vida;
  • Viver de modo mais simples, responsável e sustentável uns com os outros e com toda a criação;
  • Intensificar esforços para testemunhar a unidade;
  • Direcionar recursos e ações para a educação que transforma;
  • Aprofundar as dimensões contemplativas e proféticas, fundamentando tudo o que somos e fazemos, no amor de Deus Trino.


Campos de ação

Espiritualidade
A vivência e o cultivo da espiritualidade é fonte harmonizadora da vida e das relações. Neste sentido, o anúncio e práxis buscam sempre integrar fé e vida. A Pastoral Escolar no CNSD procura manter viva a espiritualidade cristã, bem como o carisma de Madre Teresa em toda a comunidade educativa, para que seja um lugar de acolhida, respeito, unidade, fraternidade, solidariedade. As orações, celebrações, missas, festas litúrgicas e catequese são, também, momentos privilegiados de ação pastoral.

Formação e convivência
São momentos de reflexão e formação, a partir de diferentes temas, os quais favorecem o crescimento, tanto individual como comunitário. Expressam-se, fundamentalmente no contexto da Campanha da Fraternidade e nas manhãs e ou tardes de formação e convivência, nos quais ocorre a integração entre todos os alunos deu uma turma ou segmento.

Ações solidárias
São ações concretas e contínuas voltadas às crianças, jovens, idosos e famílias carentes do entorno do CNSD. No seguimento de Jesus, testemunhamos a sua palavra: “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e hospedastes-me, estava nu e vestistes-me, adoeci e visitastes-me; estive na prisão e fostes ver-me.” (Mt 25:36). Ao longo do ano letivo, as ações solidárias manifestam-se especialmente nos projetos “Páscoa solidária”, “Vivenciando Ensinamentos Bíblicos e Espiritualidade”, “Celebrando e Partilhando o Natal”, além da atuação do Grupo Shalom do CNSD.


Rede Shalom

Shalom é a rede internacional da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora para a Justiça, Paz e Integridade da Criação. O termo hebraico shalom expressa, eloquentemente, o fruto do trabalho por justiça. O significado bíblico indica uma ação dinâmica para restaurar todas as coisas levando-as à sua integridade original, consigo e com toda a criação. Expressa o desejo do Salmo 85 de que a bondade e a verdade se encontrem e que a justiça e a paz se abracem.

No CNSD, o grupo formado por alunos e professores está em permanente sintonia com a rede e busca assumir que levem à reconciliação, solidariedade com os oprimidos, promoção da dignidade humana, colaboração com movimentos ecológicos para salvaguardar a terra. Os integrantes grupo Shalom CNSD se comprometem a promover a cultura da vida, a trabalhar contra: a violência, a manipulação da verdade, os ataques à família, a desumanização da mulher e o abandono de crianças.


Capela: espaço sagrado

É um lugar privilegiado de reflexão, oração, meditação, celebração e propicia sintonia com Deus, com a humanidade e com o planeta, enfim, com sua própria vida. A capela tem a presença permanente da Sagrada Eucaristia e está aberta todos os dias para quem desejar fazer sua oração.


O mosaico da nossa capela: uma obra de arte sacra de 1968
 

“Ele representa a Anunciação. As figuras principais, como não podia deixar de ser, são Maria, o anjo e o Espírito Santo. Na metade inferior do quadro predominam cachos de uva e espigas de trigo formando uma primeira camada e, logo acima, entremeando com eles, lírios brancos. Justamente nesta parte está o sacrário. Este encerra o Pão da Vida e o Vinho.  Logo acima dos lírios, as pedrinhas douradas aparecem em profusão e toda a parte é salpicada de estrelas. Maria, fruto da Vida trazida por seu Filho, já está numa esfera superior, está entre as estrelas. Ela, a chamada Estrela da Manhã, a que precedeu o Sol Divino, veio dos lírios. Foi elevada, é a bendita entre as mulheres. E ela, entre a terra e o céu, é a nossa mediadora. Em meio a toda essa realidade, recebe a saudação angélica e abriga, em seu seio, o filho de Deus engendrado pelo Espírito Santo. Como se vê, o quadro inspira muito, eleva nas preces, anima nas horas de incerteza diante de uma anunciação, por vezes incompreensiva ou de aspecto intransponível. Quem haverá de dar forças necessárias senão o Pão da Vida e o Vinho da salvação. Que muitos dos que verem esse belo mosaico possam ter uma grande motivação.” 

Ir. Margarida Martins – ex-Diretora do CNSD e Presidente da AEMT


Nossa Senhora das Dores, a Padroeira do nosso colégio

Devoção a Nossa Senhora das Dores na Igreja Católica 

A devoção a Nossa Senhora das Dores tem origem na tradição que conta o encontro de Maria com seu filho Jesus, a caminho do Calvário. Ao ver o amado filho carregando a pesada cruz, torturado e sofrido, coroado de espinhos, a dor da Mãe de Deus foi tão profunda que nos faz refletir até hoje sobre as nossas próprias dores. Nos primórdios da Igreja, a festa era celebrada com o nome de Nossa Senhora da Piedade e da Compaixão. No século XVIII, o papa Bento XIII determinou, então, que fosse denominada Nossa Senhora das Dores.